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Após ter a prisão domiciliar revogada, Deolane Bezerra voltou prisão na última terça-feira (10), após descumprir medida judicial. Inicialmente, a advogada e influenciadora digital havia ficado cinco dias detidas na Colônia Penal Feminina do Recife, e agora foi transferida para outra unidade prisional, no interior de Pernambuco.
![mulher Deolane Bezerra](https://static.ndmais.com.br/2024/09/redes-sociais-reproducao-nd-2.png)
Deolane Bezerra voltou ao presídio após ter a prisão domiciliar revogada – Foto: Redes Sociais/ Reprodução/ ND
A novo local de detenção de Deolane é a Colônia Penal Feminina de Buíque, onde também estão presas as “Canibais de Garanhuns” e mais 262 detentas. Contudo, o presídio tem capacidade para 107 mulheres.
Apesar da superlotação, Deolane recebeu uma cela exclusiva. Em função da repercussão do caso, a influenciadora está em um quarto reservado, para garantir a sua integridade física. A medida é comum em casos de prisão de figuras públicas.
Canibais de Garanhuns dividem presídio com Deolane
Em 2012, Jorge Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva foram condenados por matar, esquartejar, consumir e vender salgadinhos recheados de carne humana em Garanhuns, Pernambuco.
Os crimes foram descobertos após o grupo utilizar o cartão de crédito de uma das vítimas, que tinha sido dada como desaparecida. Os três participavam de uma seita, chamada Cartel, que pregava a purificação do mundo e a diminuição populacional.
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Canibais de Garanhuns estão detidas na Colônia Penal Feminina de Buíque – Foto: Reprodução/Defensoria Pública do Recife/ND
Jorge e Bruna foram condenados a 71 anos de prisão, enquanto Isabel recebeu pena de 68 anos, em regime fechado. Jorge está na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá. Isabel e Bruna estão na Colônia Penal Feminina de Buíque, presídio para o qual Deolane foi levada.
O que fez a influenciadora voltar ao presídio
Deolane Bezerra voltou para a prisão após descumprir uma medida cautelar. Na terça-feira (10), a influenciadora foi ao Fórum Rodolfo Aureliano, de Recife, para assinar a documentação da prisão domiciliar. No local, ela deu declarações à imprensa, descumprindo uma medida cautelar imposta pelo TJPE (Tribunal de Justiça de Pernambuco).
Ainda no fórum, Deolane foi informada que a decisão de tornar a prisão domiciliar foi revogada. Pelas regras determinadas pelo TJPE, a influenciadora não poderia se pronunciar publicamente por meio de redes sociais, imprensa e outros meios de comunicação.
![entrevista Deolane Bezerra dando declarações à imprensa](https://static.ndmais.com.br/2024/09/deolane-bezerra-entrevista-cadeia-800x533.jpg)
Deolane descumpriu ordem judicial ao dar declarações à imprensa – Foto: Reprodução/Redes sociais
Deolane Bezerra foi encaminhada novamente para fazer exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) e daí para a Colônia Penal Feminina de Buíque, em Pernambuco.
Anteriormente, ela estava presa na Colônia Penal Feminina de Recife e havia saído da unidade prisional na segunda-feira (9), usando tornozeleira eletrônica.
A mãe da advogada, Solange Bezerra, permanece presa, após ter o pedido de habeas corpus negado. Deolane, por sua vez, havia obtido a prisão domiciliar por ter um filho menor de 12 anos.
Por que Deolane Bezerra foi presa?
A influenciadora Deolane Bezerra e sua mãe, Solange Bezerra, foram presas na quarta-feira (4) na praia de Boa viagem, na capital pernambucana de Recife.
Elas são investigadas pela operação “Integration”, da Polícia Civil de Pernambuco, que investiga o esquema criminoso de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
![mulheres Deolane e sua mãe, Solange](https://static.ndmais.com.br/2024/09/deolane-e-a-mae-800x534.jpg)
Deolane e sua mãe foram presas e são alvo da Operação Integration – Foto: Reprodução/Instagram/ND
Segundo o portal R7, a mãe de Deolane permanece presa em Recife, uma vez que há elementos fortes e suficientes para mantê-la detida. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em uma das mansões da influenciadora em Barueri, São Paulo, além de joias e carros de luxo.
A ação da polícia teve apoio da Interpol e do Ministério Público. A ofensiva cumpriu 19 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Recife, Campina Grande, Barueri, Cascavel, Curitiba e Goiânia. As ordens judiciais foram expedidas pela 12ª Vara Criminal da Comarca de Recife.