
Jefferson Dias, de 43 anos, passava de carro quando presenciou o assalto a uma mulher e jogou o carro contra o ladrão, que estava em uma moto. Quem era o arquiteto morto tentando impedir assalto no Butantã
A Polícia Civil de São Paulo identificou dois suspeitos de participarem da morte do arquiteto baleado após atropelar um assaltante, na terça-feira (1º) na Zona Oeste de São Paulo. Câmeras de segurança gravaram o crime (veja vídeos nesta reportagem).
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) não divulgou os nomes dos investigados, que são procurados.
O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) porque Jefferson Dias tentou impedir o criminoso de fugir com a aliança e celular que havia acabado de roubar de uma pedestre. Para isso, o arquiteto jogou o seu carro em cima do bandido, que estava numa moto no bairro Butantã.
O ladrão caiu com o veículo na Rua Desembargador Armando Fairbanks. As imagens também mostram o momento em que ele se levanta, saca a arma e atira no motorista do carro. Jefferson foi atingido por três disparos fatais. Ele morreu no local. A vítima tinha 43 anos.
O arquiteto de 43 anos morto durante uma tentativa de assalto no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, era recém-casado e planejava ter filhos. Jefferson Dias foi baleado ao tentar evitar a fuga de um ladrão que, momentos antes, tinha roubado o celular e a aliança de uma mulher.
Muito comovida e com os olhos marejados, a irmã dele, Jaqueline Dias, contou, em entrevista à TV Globo, que o arquiteto era bastante presente e próximo da família.
“Ele era uma pessoa de coração muito bom. Ajudava todo mundo, a família toda, estava sempre presente, sempre junto”, disse. Ela lamentou ainda a interrupção do sonho do irmão de formar uma família.
“Ele tinha se casado recentemente. Então, era um desejo deles ter uma família e filhos e, infelizmente, [isso] foi interrompido. Vai faltar ele em todos os almoços aqui em casa, vai faltar ele mandando mensagem. Vai ser horrível, vai faltar um pedaço gigante”, disse a irmã.
O velório e o enterro dele serão realizados na quinta-feira (3) no Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Arquiteto morto ao atropelar ladrão em tentativa de roubo no Butantã era recém-casado
Arquiteto tentou evitar assalto
Jefferson passava de carro com um amigo pela Rua Desembargador Armando Fairbanks quando presenciou o assalto a uma mulher por um criminoso em uma moto.
Câmeras de segurança registraram quando o motociclista subiu na calçada e desacelerou quando voltou para a rua. Neste momento, o arquiteto jogou o carro em direção à moto, atingindo o ladrão.
O motociclista caiu, mas logo se levantou, foi em direção a Jefferson e fez os disparos. O arquiteto caiu no chão. O amigo que estava no banco do carona conseguiu correr. O criminoso largou a moto, que, segundo a polícia, era roubada, e fugiu a pé.
A mulher vítima do assalto não se feriu. Uma equipe do Samu socorreu o arquiteto e o levou para o Hospital Universitário, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Arquiteto havia se casado recentemente
Reprodução
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado como latrocínio (quando um roubo termina em morte) pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
Estatísticas criminais
A morte do arquiteto se soma às estatísticas de latrocínios. De acordo com dados da secretaria, no primeiro bimestre deste ano, foram registrados 9 casos na cidade de São Paulo.
Em comparação ao mesmo período de 2024, quando houve 12 latrocínios, a redução foi de 25%.
Já os homicídios dolosos (quando há intenção de matar) cresceram 16% no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2025, foram registrados 94 casos, com um total de 95 vítimas. No mesmo período de 2024, foram 81 casos e 85 vítimas.
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