

Os dispositivos operam no sistema Point of Care, o que significa que a medição dos níveis de hemoglobina pode ser feita no próprio local de atendimento – Foto: Divulgação PMF
Desde o final de janeiro, Florianópolis conta com uma nova ferramenta para agilizar o diagnóstico e o tratamento da dengue. Entregues pelo Governo do Estado, 23 hemoglobinômetros já estão em uso nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e centros de saúde da Capital, permitindo que profissionais da saúde realizem uma avaliação mais rápida e precisa dos casos suspeitos da doença.
Os dispositivos operam no sistema Point of Care, o que significa que a medição dos níveis de hemoglobina pode ser feita no próprio local de atendimento, sem necessidade de deslocamento para exames laboratoriais. Isso reduz o tempo de espera e melhora a classificação de risco dos pacientes, garantindo que aqueles mais graves recebam o atendimento adequado rapidamente.
“A dengue, conhecida por causar desidratação, pode levar a complicações severas se não for monitorada corretamente. Com esses novos equipamentos, conseguimos medir imediatamente os níveis de hemoglobina no sangue, permitindo uma avaliação mais precisa dos casos e evitando agravamentos”, explica Fernanda Melchior, médica de família responsável pelo Núcleo de Cuidado da Secretaria Municipal de Saúde.
Atendimento ágil e descentralizado

Paciente com suspeita de dengue realizando o teste com o novo aparelho, na Upa Continente, na manhã de hoje – Foto: Divulgação PMF
Os 23 aparelhos foram distribuídos estrategicamente, considerando o volume de atendimentos e a vulnerabilidade social de algumas regiões. Três unidades foram destinadas a cada uma das UPAs, enquanto os demais 14 aparelhos foram enviados a centros de saúde que registram maior incidência de casos de dengue.
Antes da adoção dessa tecnologia, pacientes que correm mais risco de contrair a enfermidade – como idosos, hipertensos e diabéticos – precisavam realizar exames laboratoriais completos nas UPAs, o que exigia deslocamento e maior tempo de espera. Agora, o exame pode ser feito no momento da consulta.
“Os novos aparelhos garantem um atendimento mais eficiente e qualificado, permitindo que os profissionais da saúde tomem decisões com mais precisão. Além de descentralizar o acesso ao exame, essa tecnologia reduz o tempo de encaminhamento e otimiza a assistência aos pacientes”, destaca Almir Gentil, secretário de Saúde de Florianópolis.
Critérios de uso e impacto na rede de saúde
Nem todos os pacientes com suspeita de dengue precisarão passar pelo exame com o novo equipamento. Pessoas sem comorbidades ou sinais de alerta continuarão sendo avaliadas clinicamente. Já os casos mais graves, que exigem monitoramento detalhado, terão o suporte dos novos dispositivos para garantir um atendimento mais eficaz.
A chegada dos aparelhos representa um avanço na estrutura da rede municipal, especialmente nos períodos de aumento na incidência da doença. “Com essa tecnologia, conseguimos fortalecer a atenção primária e a resposta emergencial à dengue, garantindo que os pacientes recebam o tratamento correto no momento certo”, reforça Gentil.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, destaca que, além da entrega dos aparelhos, o combate à dengue exige ação direta da população.
“Desde 2023, estamos investindo em diversas estratégias para salvar vidas, como capacitações, entrega de insumos e ampliação de leitos, mas precisamos do apoio da população na eliminação dos focos do mosquito. Cinco minutos por semana são suficientes para eliminar criadouros e reduzir a transmissão”, alerta.
Confira onde a nova tecnologia já está em uso
UPAs:
- Continente
- Norte
- Sul
Centros de saúde:
- Vila Aparecida
- Monte Cristo
- Estreito
- Barra da Lagoa
- Canasvieiras
- Capivari
- Ingleses
- Tapera
- Lagoa da Conceição
- Fazenda
- Costeira
- Trindade
- Centro
- Saco Grande
Como prevenir a dengue
A melhor forma de combater a dengue é eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Pequenas ações no dia a dia podem fazer a diferença:
Evite água parada – Esvazie pratos de vasos de plantas, tampe caixas d’água e elimine recipientes que possam acumular água, como pneus velhos e garrafas.
Mantenha calhas e ralos limpos – O acúmulo de folhas e sujeira pode reter água e se tornar um criadouro para o mosquito.
Guarde pneus e garrafas em locais cobertos – O mosquito pode depositar ovos em qualquer objeto que acumule água.
Use telas em ralos e tampas de caixas d’água – Isso impede que o mosquito encontre locais para colocar ovos.
Troque a água dos animais regularmente – Bebedouros de cães e gatos também podem se tornar focos se não forem higienizados com frequência.
Aplique repelente e vista roupas compridas – Essas são medidas adicionais para evitar picadas, que podem ser adotadas especialmente em época e áreas de alta incidência da doença.
Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.