Funcionário demitido se vinga de empresa e programa código para bloquear operações digitais

Sede da Eaton Corporation

Sede da Eaton Corporation, onde ele foi demitido por bloquear operações digitais – Foto: Reprodução/ND

Um ex-desenvolvedor de software da multinacional Eaton Corporation, empresa sediada em Dublin, Irlanda, foi condenado a 10 anos de prisão nos Estados Unidos após implantar um “Kill Switch”, um código malicioso, nos servidores da empresa como forma de vingança.

Davis Lu, de 55 anos, trabalhou por 11 anos na empresa no Texas, mas foi demitido após um período de reestruturação. No entanto, antes de sair, ele criou um malware programado para entrar em ação quando suas credenciais fossem desativadas.

O código gerava loops infinitos que travavam os servidores da empresa, impedindo os funcionários de acessar seus perfis e até apagando arquivos de trabalho.

Durante as investigações, a equipe do FBI descobriu que Lu nomeou seu software de sabotagem como “IsDLEnabledinAD”, uma sigla em inglês para “Davis Lu está habilitado no Active Directory?”.

O código para bloquear operações digitais impedia os funcionários de acessar seus perfis

O código para bloquear operações digitais impedia os funcionários de acessar seus perfis e até apagando arquivos de trabalho – Foto: Reprodução/ND

O código para bloquear operações digitais

Caso o sistema foi “treinado” para detectar quando ele fosse desligado e, assim, acionar duas peças de código chamadas “Hakai” (destruição, em japonês) e “HunShui” (letargo, em chinês), causando o colapso dos sistemas.

A equipe de TI da Eaton Corporation tentou conter o ataque, mas descobriu que o código estava sendo executado a partir de um servidor acessado apenas por Lu, que já não estava mais na empresa.

Os danos foram avaliados em centenas de milhares de dólares e impactaram operações globais da companhia, embora os advogados de Lu tenham estimado esse valor em cerca de US$ 5.000 (R$ 28.268,70).

Sede da empresa onde o operador de códigos trabalhava

O ex-funcionário foi sentenciado a 10 anos de prisão, mas ainda pode recorrer – Foto: Reprodução/ND

Preso e julgado por sabotagem digital, Lu foi considerado culpado por causar danos intencionais a sistemas protegidos.

Embora sua defesa tenha argumentado que o impacto financeiro foi menor do que o alegado, o Departamento de Justiça dos EUA pediu uma punição rigorosa. O ex-funcionário foi sentenciado a 10 anos de prisão, mas ainda pode recorrer.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.