‘Ela está traumatizada’, diz advogado sobre menina que foi sequestrada pelo pai em SC

O caso da menina Bianca Hasse, de 8 anos, continua em investigação. A menina retornou para Blumenau na última sexta-feira (4), após ficar mais de um mês fora de casa e duas semanas sob os cuidados da Justiça do Rio de Janeiro.

imagem mostra mãe Mariane ao lado da filha no dia em que a filha voltou para casa, em Blumenau. Menina foi sequestrada em fevereiro

A menina retornou com a mãe para Blumenau na última sexta-feira (4) – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Segundo Mauricio Bento, advogado da mãe, Mariane de Freitas, em entrevista para a NDTV, a menina “está um pouco traumatizada, resistente e esse foi um dos motivos que a juíza decidiu fazer um estudo social”, para permitir o retorno para casa.

De acordo com o relato do advogado, quando mãe e filha se encontraram foi um momento especial e de alívio. “A menina logo que viu a mãe e correu para os braços dela. Ela pedia muito para sair do abrigo e voltar para Blumenau”.

Pai escreve carta para filha

Na sexta-feira (4), o ND Mais publicou uma reportagem exclusiva com imagens de uma carta escrita por Anderson Rafael Hasse para a filha. O conteúdo foi divulgado pelo advogado do homem, Paulo Ascenção.

Na carta, o pai pede que Bianca “seja forte” e reconhece que “está sendo difícil”. Segundo a defesa, a carta é um gesto de afeto de um pai para sua filha.

imagem mostra pai Anderson Hasse ao lado da filha no dia em que ele se entregou para a polícia. Menina foi sequestrada em fevereiro

Anderson revelou que se apresentaria às autoridades em vídeo enviado ao Cidade Alerta, da Record – Foto: Divulgação/ND

O advogado da mãe, Maurício Bento, diz que desconhece a carta.

“Eu não tenho conhecimento dessa carta. No processo que tramita no Rio de Janeiro, que agora veio para Blumenau, não haveria nada anexado. Não tenho conhecimento se a menina chegou a ver”, comenta.

Caso tramita em segredo de justiça

O advogado Maurício Bento afirma que a menina foi ouvida por uma equipe técnica, com assistente social e psicóloga.

“Ela diz que não lembra de nada. Outras falas dela, pela conclusão do estudo, garantem ser uma forte “alienação parental que ocorre contra a criança, para que as situações faladas acabem se tornando verdade”, explica.

O caso Bianca tramita em segredo de justiça.

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