
O motorista suspeito de cometer uma série de atropelamentos em Três Barras, no Planalto Norte catarinense, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (2). O condutor já havia sido detido e liberado pela Justiça após audiência de custódia. Uma das vítimas, a professora Marli Lother, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia do crime, em 19 de março.

Motorista suspeito de atropelamento que matou professora é preso após protestos em SC – Foto: Reprodução/JMais/Internet/ND
De acordo com o portal JMais, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) já havia solicitado a abertura de um inquérito para investigar o caso. Porém, após ter acesso às imagens de câmeras de monitoramento, o MPSC ofereceu denúncia contra o suspeito.
Nesta terça-feira (1º), o juiz da Vara Criminal de Canoinhas determinou a prisão preventiva do motorista, cumprida durante ação nesta quarta. Agora, a Polícia Civil deve concluir as investigações do caso.
Série de atropelamentos
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento dos atropelamentos. Na gravação, é possível ver o motorista dirigindo a alta velocidade pela rua e atingindo uma ciclista que estava na calçada. Após o atropelamento, ele retorna pela mesma via e quase atinge um homem que se aproximava para ajudar a vítima.
Vídeo registrou o momento em que o motorista atropela uma ciclista – Vídeo: JMais/Reprodução/ND
Momentos depois, o mesmo motorista teria atropelado outras pessoas na avenida Abraão Mussi, entre elas a professora Marli Lother, que ficou gravemente ferida e morreu no hospital na noite de 19 de março.
Liberado após primeira prisão
O delegado Nadal Junior, responsável pela DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Canoinhas, informou ao JMais, que o homem foi preso em flagrante por homicídio culposo na condução de veículo automotor, com possibilidade de agravamento devido à omissão de socorro às vítimas.
O suspeito passou por uma audiência de custódia no dia 20 de março e foi beneficiado com a liberdade provisória, com a condição que mantivesse seu endereço atualizado.
A decisão, que considerou que o suspeito tinha bons antecedentes, gerou revolta na cidade. Amigos, familiares e colegas de profissão realizaram protestos após a liberação do motorista suspeito de atropelar a matar Marli.
Relembre o caso
O atropelamento foi causado por um GM/Kadett de cor verde, que atingiu os pedestres antes de abandonar o local. O Samu socorreu as vítimas, levando Marli ao hospital, onde veio a falecer, e uma outra vítima, que sofreu ferimentos leves, ficou em observação.
O motorista do veículo envolvido no acidente fugiu do local. Após o ocorrido, testemunhas informaram à Polícia Militar a direção em que o veículo seguiu.
O automóvel foi encontrado pelos policiais capotado na Rua Otávio Pazda, e um morador da região relatou ter visto um homem de estatura baixa, vestindo calção preto, correndo em direção à mata após o acidente.
A polícia então abordou um GM/Corsa azul, no qual estavam o motorista e um passageiro. Inicialmente, o motorista alegou estar levando o amigo, supostamente ferido no atropelamento, ao hospital. Contudo, durante o depoimento na Delegacia, sua versão mudou, alegando que o passageiro teria se envolvido em uma briga e necessitava de atendimento médico. A contradição gerou desconfiança, e uma testemunha que presenciou o atropelamento confirmou a versão dos fatos.
Após apurações iniciais, o suspeito foi encontrado em uma casa, onde foi preso. A ocorrência foi registrada como acidente de trânsito com lesão corporal leve dolosa e favorecimento pessoal.
Quem era a professora que morreu atropelada em SC?
Marli Lother era professora de Libras (Língua Brasileira de Sinais) no Centro Municipal de Educação Infantil Antonio Schutt, em Três Barras.
A morte da educadora causou grande comoção na comunidade local. Reconhecida por seu trabalho com a inclusão e seu compromisso com a educação, Marli foi lembrada por amigos, familiares e colegas de profissão como uma pessoa dedicada e apaixonada pela causa da diversidade.